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segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Amizade

Bem, meu povo. Há muito não apareço. Muito trabalho... GRAÇAS A DEUS! Recebi esta pelo Orkut:
Amizade
Diz uma lenda árabe, que dois amigos viajavam pelo deserto e em um determinado ponto da viagem discutiram, sendo um deles esbofeteado, ofendido e sem nada a dizer, escreveu na areia.
Hoje meu melhor amigo me bateu no rosto.
Seguiram e chegaram a um oásis onde resolveram tomar banho, o que havia sido esbofeteado começou a se afogar, sendo salvo pelo amigo, ao se recuperar, pegou um estilete e gravou em uma pedra.
Hoje meu melhor amigo salvou-me a vida.
Intrigado, o amigo perguntou:
-Por que depois que te bati, você escreveu na areia, e agora escreveu na pedra?
Sorrindo, o outro amigo respondeu:
-Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia, onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregarão de apagar, mas quando nos faz algo grandioso, devemos gravar na pedra da memória e do coração, onde vento nenhum do mundo, tem poder de apagar.

quarta-feira, setembro 10, 2008

A Fábula da Verdade

Uma tarde, muito desconsolada e triste, a verdade encontrou a Parábola, que passeava alegremente, num traje belo e muito colorido.

- Verdade, porque estás tão abatida? - perguntou a Parábola.
- Porque devo ser muito feia já que os homens me evitam tanto!
- Que disparate! - riu a Parábola - não é por isso que os homens te evitam.Toma, veste algumas das minhas roupas e vê o que acontece.

Então a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola e, de repente, por toda à parte onde passava era bem vinda. - Pois os homens não gostam de encarar a Verdade nua; eles a preferem disfarçada.
(Conto Judaico)

domingo, agosto 24, 2008

Jeca Tatoo

- É aqui que fai tatuage?
- Ô se é. Vamo entrando, sô. Nói fai e fai prumódi dexá o criente satisfeito que só veno. Dondé que vai querê as picada, seu moço?
- Tô achando que no ombro fica mió.
- Por mim pode sê até nas parte baixa, é a gosto do fregueis. Mai gerarmente os barbado prefere no braço e as muié no tornozelo ou na nuca. Deixa eu pegá o mostruário com os desenho procê oiá.
- Tá bão.
- Ói só que beleza. Tem figura pra mai de metro. Saci Pererê, Cuca, Lobisômi, Boitatá, Curupira, Mula sem Cabeça, tem um sortimento variado. Aqui é a seção das drupa caipira. Nói tem Tonico e Tinoco, Tião Carreiro e Pardinho, Pena Branca e Xavantinho, Cascatinha e Nhana...
- Não tem drupa mai moderna? Esses aí é tudo véio, tem uns que já bateu com as bota fai tempo.
- O pobrema é que eu num trabaio com drupa moderna prumódi que daqui a poco ninguém mai lembra quem é, daí a tatuage tá feita e a pessoa vai querê tirá. Aí já viu, tatoo é pra vida intera. Essas drupa de hoje, vô falá uma coisa, só se for decarque de chicrete, que sai no banho.
- Mai é certeza que a tatuage que ocê fai não sai nunca mai?
-Pode fazê o que fô - entrá no riberão, esfregá com bucha, passá arco que não sai nem que a vaca tussa.
- Memo com a lida na roça, adispois de carpi e ficá suado?
- Eu agaranto. Óia só esse Chico Bento, vai ficá bunitão aí no seu braço. Já imaginô ocê na quermesse, disfilano pra cima e pra baxo com essa tatoo lindona? Vai abafá, rapai.
- Bão tamém...
- Tem os que gosta dos desenho mais radicar. A fia do Nhô Nerso mandô tatuá essa cavera aqui, tá vendo.
- Hum, sei. Parece aqueis aviso de veneno que tem nos saco de adubo.
- Entonce, é memo. O pessoar que adispois que tatuou a cavera o padre Neco não deixô mai entrá na igreja.
- Vixe, jura?
- É, mai aí a curpa não é minha. A moça é di maior, quis fazê e eu fiz, uai. Cada um é cada um, tá certo? Esses aqui tamem, cê pode escoiê à vontade. Enxada, trator, porco no chiquero, boizinho no currar, pato na lagoa, pangaré, cobra no mei do mato...
- E se eu quisé trazê o retrato de arguém, ocê fai iguar a fotografia?
- Nói fai sim, mai aí vareia o preço. Anteonte apareceu um hómi aqui com um retrato dum conjunto chamodo Os Bito, não sei se cê conhece.
- Já ouvi falá.
- Pois entonce, aí no caso era quatro figura pra tatuá, tivemo que tratá um preço especiar purquê deu cansera pra fazê. Trei dia e trei noite. Ah, esqueci de falá procê que agora nói tá diversificano as tatoo, com uns motivo cológico e vegetariano. Nói tatua pé di mio, bacatero, cafezar, laranjera, abeia fazeno mér, vô mostrá procê vê.
- Óia, nem pricisa. Não carece se preocupá. Gostei dimai da conta dessa violinha. Quanto é que é pra fazê essa aqui?
- Essa aí eu cobro dois saco de feijão. Mas procê virá fregueis eu faço por cinco pé de arface.
- Falô e dizeu. Mai só que eu tô sem arface no borso, posso trazê dispois?
- Craro, não tem pressa, uma hora que ocê vié de charrete pra cidade ocê acerta.
- E as agúia, é limpa?
- Ô rapai, quê isso. Tudo agúia descartáve.
- Então vamo lá, Jeca. Pó fazê o serviço.
- Báxa as carça.
- Mai eu falei que era no ombro!
- Ô rapá, tinha isquicido...

Fonte: Líricas Bulhufas - Marcelo Sguassábia - Jornalzen, Agosto/2008

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Da Série: Cospe Pra Cima, Cospe! IV

Amado marido, desde o "episódio Pic", vive caçoando de digníssima esposa, sempre que vê um cachorrinho perdido na rua: "Olha, lá, amor! Tá abandonado! Vamos levar?". Digníssima esposa começa a se irritar profundamente com isso! Até que um dia, dileto marido diz:"Nosso próximo cachorro, EU escolho. Você me deve isso!" Eu, humildemente: "Tudo bem..."

Mas não sabia dileto marido que o mundo dá voltas. Dias antes do Natal, ele vai resolver coisas na rua e deixa resto da família em casa... Quando volta, cachorrada sai toda, em festa, pra recebê-lo. Menos a Pic, que prefere ficar aos pés de mãezinha, que está no computador... Mãezinha ouve: "Pic! Pra dentro!" "Amor! A Pic tá aqui dentro!""Não, ela tá aqui fora!""Olha ela aqui, amor!" "Ué! E essa coisinha, aqui?""Não tá vendo que é um filhote? Tá com cara de perdido...""Quê que eu faço?""Não sei!" E, assim, amado marido adota o Marley, que depois de um banho, de coleira anti-carrapato (sim, ele veio infestado) e de vermifugado, ficou assim...

"Yin/Yang"
Pic, de coleira azul, em cima, à esquerda. Marley, de coleira verde, em baixo, à direita.

Da Série: Cospe Pra Cima, Cospe! III

Continuando:

Um belo dia, leio um e-mail de uma colega de curso e adoto a Pic. A Pic teve 7 filhotes. Que foram todos doados, contrariando a vontade das crianças, que acham que mamãe é Mulher Maravilha!

Da Série: Cospe Pra Cima, Cospe! II

Alguns meses mais tarde, uma vizinha pergunta se eu não quero um outro cachorrinho, já que jogaram por cima do muro dela e os Boxers dela quase deglutiram a coitadinha. Eu fico mortificada e adoto a coitada, que cabe na palma da mão... Dou um nome tão pequetito quanto ela... Meg.

Bem, dileto marido não gostou nada da história, mas... aos poucos, se afeiçoa à bichinha. A bichinha CRESCEU. Uma certa mistura com Weimaraner...

Da Série: Cospe Pra Cima, Cospe! I

Eu adoro animais. Já tive passarinho, tartaruga, gato... Tudo em apErtamento. Mas cachorro era um animal, que, ao meu ver, precisa de espaço. Então, sempre que meus filhos pediam um cachorrinho, eu dizia: "No dia que a gente morar numa casa, eu arranjo um, queridos!". Isso, imaginando que NUNCA ia morar numa casa com quintal.

Well, vida dá voltas e dileto marido é transferido pra uma cidade do interior. Primeira pergunta dos filhos: "Vamos morar em casa ou apartamento?". Mãe, que já tinha imposto a condição a dileto marido: "Casa". Conclusão simplória de crianças: "Então, a gente agora vai ter um cachorro, né, mãe?" Mãe, que sempre disse que a gente não promete nada pra criança que não cumpra: "É".

Bem, dois meses após a mudança (ou nem isso), chega um Basset Hound. Na verdade, um Daschound. Na verdade, MESMO, um Beagle disfarçado.







quarta-feira, setembro 27, 2006

Terapia Express (Copyright By Fal) II Parte

Bem, desculpem pelo "desabafo" aí em baixo.

Não tenho vindo porque a chapa tá quente...

A Salsicha Recheada, digo, Mortadela, vai bem, obrigada. Muito e cada vez mais amada, mais paparicada, como toda grávida merece ser. Em breve fotos novas no Flickr (link aí ao lado).

Bem, é isso aí, pe-pe-pessoal!

quarta-feira, setembro 20, 2006

Terapia Express (Copyright By Fal)

Sabe quando você acaba entrando na maior "furada"?

Pois é. Foi o que aconteceu comigo!

Há um mês, li um e-mail de uma colega de curso virtual que pedia ajuda porque uma cadelinha que ela tinha encontrado na rua, abandonada, estava triste, porque tinha perdido o companheirO de brincadeira e ela, a dona, viajava muito e não estava dando a atenção que merecia a bichinha. Resolvi ficar com a "bichinha".

Pois bem. A "bichinha" chegou. Desconfiada. Mas, como é muito meiga, todos se encantaram com ela. Mudei o nome, dei um banho (inclusive de loja)... Detalhe: o marido ficou uma fera, porque fiz tudo sem o conhecimento dele e ele só soube da "bichinha", na última hora. Ponto pra ele. Logo nos primeiros dias: a "bichinha" mordeu o marido. Infeccionou, e tudo o mais que não podia ter acontecido...

Uma semana depois, a "bichinha" já estava irreconhecível. Alegre, cada dia mais meiga. E eu dizia: "essa cadelinha parece mais um gato. Tá sempre dormindo, sempre se enroscando na gente!" Meu marido dizia: "nutricionista de meia-tigela, você. A "bichinha" tá engordando."

Conclusão: a "bichinha" tá prenha. Provavelmente de um schnauzer (seja lá como se escreva isso). Ah! Não contei antes? Ela é uma daschound (salsicha, mora?). Imagina os "lindos filhotinhos"? Um monte de salsichas peludas? Bem. Deixa eu ir cuidar da minha salsicha recheada!


EU MEREÇO!!!