Em condições normais, Chiquita devoraria Pitico. Mas Chiquita não é uma gata qualquer, nem Pitico é um bem-te-vi comum. Em vez de uma relação de caça e caçador, os dois vivem um improvável caso de amizade em um pátio do bairro Jardim Planalto, em Porto Alegre.
O instinto maternal de uma cadela da raça rottweiler surpreendeu até o dono, em Rio Claro. Ela adotou um filhote de gato, tradicionalmente considerado um inimigo dos cães.
"É uma demonstração de amor e carinho. Tanta gente abandonando o filho e uma cachorra cuidando de um animal que nem é da espécie dela", diz o funcionário público Rhander Seneme, dono dos animais.
Ele conta que ganhou a gata e até ficou com medo que Dara, a cachorra, a matasse. "Para nossa surpresa, no segundo dia que a gatinha estava aqui, a Dara pegou ela dentro de casa, num descuido meu, e a levou para a casa dela".
Dara está até amamentando a gata, em sua gravidez psicológica. "Ninguém mais cuida da gatinha. Agora só a Dara cuida da filha dela", diz Seneme.
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Esse foi o presentinho que fiz pra Bia 



